domingo, 1 de abril de 2007


CIBERCULTURA
Pierre Lévy

Antes de expor suas idéias, o autor definiu dois termos muito usados no seu texto: Ciberespaço e cibercultura. Ciberespaço é definido como um novo meio de comunicação, também chamada de rede, que surge da interconexão mundial dos computadores; cibercultura é a cultura (conjunto de técnicas, práticas, atitudes, modos de pensar e valores) que se desenvolvem a medida que o ciberespaço cresce. Essas definições são de grande importância, visto que são o tema principal do texto.
Mais a diante no texto, o autor traz uma discussão sobre a relação entre tecnologia, sociedade e cultura. Ele deixa claro que a tecnologia não determina a sociedade e/ou a cultura, por quê? Porque nada pode ser causa única, determinante para um estado sócio-cultural. Entretanto, incontáveis processos influenciam tal resultado. O autor explica que as técnicas condicionam, abrem possibilidades, opções sociais e culturais. Porém, “muitas possibilidades são abertas, e nem todas serão aproveitadas”.
Achei muito interessante a definição empregada para a inteligência coletiva: “pharmakon” que no grego arcaico significa tanto remédio quanto veneno. A velocidade acelerada das mudanças no ciberespaço podem tanto proporcionar sentimentos de estranheza e exclusão quanto de apropriação e inclusão, tudo depende de quanto essa se dispõe a participar nesses processos.
Pessoalmente concordo com o autor ao dizer que um único fator não determina um estado sócio-cultural, no entanto, alguns fatores são mais influentes. Por exemplo, algumas tecnologias condicionaram os resultados de algumas guerras. Aqui minha preocupação é que tipo de resposta a tecnologia busca condicionar. Como o próprio texto citou existe o “pharmakon”, mas não creio que seja determinado pela inteligência coletiva, mas condicionado pela técnica.
Questão:
Quem seria melhor definido como “pharmakon”, a inteligência coletiva, ou a tecnologia?

sexta-feira, 30 de março de 2007

A revolução do texto eletrônico.

O texto faz uma análise histórica sobre a leitura e a escrita. Reflete toda sua trajetória, dos rolos à tela. Explora o uso do texto bíblico pelas religiões católica e protestantes; o texto como imagem, diferenciando a escrita alfabética das escritas ideográficas; por fim analisa o texto como atualmente o conhecemos, numa tela.
A discussão que se faz sobre o texto à tela é digna de nota. Na transição entre plano real e plano virtual muito se ganha, mas infelizmente muito se perde. O livro é um objeto palpável, o leitor pode fazer notas, sublinhar, fazer círculos, etc. todavia não pode modificar o que o autor escreveu. O texto em um computador não é material, no entanto esse pode ser alterado se o leitor desejar. Qualquer um pode mudar o que o autor disse, perdendo assim o original sentido da informação.
É citada uma biblioteca universal, em que o usuário tem acesso imediato a qualquer informação: “o momento da escrita poderia ser o próprio momento da leitura” (pág. 146). Essa dinâmica acelerada da web é citada como um beneficio do texto virtual. No entanto, com todo esse avanço, corremos alguns riscos: o excesso de textos; substituir o tradicional (o livro) pelo moderno (a tela) e o controle exercido sobre a constituição textual.
Torna-se perceptível que essa é uma discussão complexa que exige pesquisa, provavelmente por isso que me chamou mais atenção. O autor soube dissolver essa complexidade. Explorou os dois pólos da temática, o pólo positivo e o seu inverso, o negativo. No entanto, penso que um tópico de extrema influencia foi esquecido: o leitor em si. Com certeza, toda a praticidade que essa transmissão imediata proporciona é de grande ajuda, no entanto como o leitor se sente a respeito da possível necessidade que lhe é imposta de sentar na frente de um computador para poder ler? Isso é prazeroso? Pessoalmente, não acho! Gosto de ler no ônibus, por exemplo. Na nossa realidade brasileira, eu não posso simplesmente ligar um lap top dentro de um ônibus, eu estaria suplicando para ser assaltada. Outro fator importante é que o povo brasileiro, infelizmente, não tem o costume de ler. Quão dramático seria se dependêssemos de um computador. Não nos esquecendo que é uma minoria da população que tem condições de acessar a internet.

Diante de tantos apontamentos me pergunto: A biblioteca universal seria de real benefício a todos? Poderia ser prazerosa uma leitura feita frente à uma tela?

segunda-feira, 12 de março de 2007

Boas vindas

Bem vindos ao meu blog!
Espero que consigamos nos comunicar bem usando a tecnologia, é um pouco irritante as vezes, principalmente quando não funciona ou quando o computador é um tanto lerdo; mas é útil!
Durante essa semana postarei meu comentário sobre o texto.
Se houver alguma dúvida, avisem para que eu possa esclarecer.
Abraços.